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EMBRAPORT doa cinco mil mudas de orquídeas e bromélias para baixada santista e chama atenção dos acadêmicos

julho/2007

A EMBRAPORT, empresa do Grupo Coimex que implantará seu terminal portuário na margem esquerda do estuário de Santos, anuncia a doação de mudas de plantas nativas, como parte do Programa de Preservação da Fauna e Flora das áreas que serão suprimidas para construção do empreendimento.

As primeiras cinco mil mudas desta operação foram entregues à Prefeitura de Santos, Sesc de Bertioga, Orquidário e o Instituto de Botânica de São Paulo. Cerca de 20 profissionais, entre biólogos, orquidófilo, técnicos e operários trabalharam oito meses para identificar, catalogar, recolher e cuidar das diferentes espécies, majoritariamente orquídeas e bromélias, além de árvores nativas. A equipe contabilizou um total aproximado de 20 mil mudas até agora resgatadas.

As demais mudas remanescentes serão encaminhadas a organismos de proteção, que tenham projetos aprovados de disseminação dos exemplares nos pontos mais adequados da cidade, de acordo com a avaliação de técnicos da Prefeitura.

O programa identificou 94 espécies, distribuídas em 10 famílias botânicas. Destas famílias, as que apresentaram maior número de espécies foram Orchidaceae (a família das orquídeas, com 41 espécies), Bromeliaceae (família das bromélias, com 19 espécies identificadas) e Polypodiaceae (uma das famílias das samambaias, com 12 espécies), seguidas de Araceae (família dos antúrios, com oito espécies) e Cactaceae (família do Cactus, com cinco espécies).

O trabalho de resgate de espécies nativas faz parte do Programa de Preservação da Fauna e Flora, que compõe um conjunto de medidas compensatórias firmadas entre a Embraport e o IBAMA, no processo de licenciamento ambiental. Esse tipo de ação contribui para que a construção do terminal gere o menor impacto ambiental possível e permite, além da preservação, a disseminação de espécies nativas. A ação reforça o compromisso da Embraport e do Grupo Coimex, de investir no desenvolvimento ambientalmente sustentável e socialmente responsável.

Programa chama atenção da Academia - O programa de resgate das espécies nativas chamou a atenção de estudiosos do Instituto de Botânica de São Paulo. Um grupo de aproximadamente dez biólogos visitou o local para conhecer as técnicas aplicadas de salvamento das espécies. “Ficamos impressionados com as técnicas utilizadas neste programa da Embraport”, disse o agrônomo Clóvis José Fernandes de Oliveira Jr, que trabalha na sessão de ornamentais do Instituto.

Segundo ele, a visita pode ter desdobramentos positivos. A equipe do Instituto de Botânica pretende utilizar os métodos aplicados pela Embraport no projeto de resgate de espécies – sobretudo das epífetas – que serão suprimidas nas futuras obras do Rodoanel. Epífetas são plantas que se alojam nos troncos das árvores, como bromélias e orquídeas, por exemplo. “Nós estamos atentos aos novos modelos de preservação da biodiversidade e este nos parece extremamente eficiente”, completou.

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