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LOGÍSTICA
EMBRAPORT - Empresa Brasileira de Terminais Portuários
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Embraport assina convênio para ampliação da dragagem
novembro/2007
A EMBRAPORT, COSIPA e ULTRAFÉRTIL assinam hoje convênio para ampliação da dragagem do Porto de Santos. “O ministro Pedro Brito afirmou recentemente que sua intenção é transformar o Porto de Santos em hub port, tornando-o maior porto concentrador da América Latina. Esse convênio é o primeiro e um dos mais importantes passos para essa conquista”, disse o diretor vice-presidente do Grupo Coimex, Orlando Machado Jr.
A EMBRAPORT é uma empresa do grupo Coimex, que resolveu capitanear um investimento da ordem de US$ 500 milhões. O Terminal Portuário EMBRAPORT permitirá o aumento de até 10% da capacidade do Porto de Santos. E isso numa região que não representará qualquer pressão sobre o trânsito da cidade. Em pleno funcionamento, o empreendimento deverá gerar 1.000 empregos diretos e 3.500 indiretos.
Localizado a dois quilômetros do sistema viário Anchieta-Imigrantes, na margem esquerda do estuário, entre os rios Diana e Sandi, o Terminal Portuário EMBRAPORT terá uma área construída de 800 mil metros quadrados. O projeto conta com as soluções mais modernas da engenharia, que permitirá a construção do pátio de operações sobre um aterro de 350 mil metros quadrados na parte frontal do terreno. A opção pelo aterro foi feita para permitir o melhor aproveitamento da área com a menor intervenção possível na vegetação nativa local. Quando estiver em operação plena, o Terminal Portuário EMBRAPORT poderá chegar a movimentar 1, 2 milhão de contêineres por ano.
Início das Obras
As obras do Terminal Portuário EMBRAPORT foram iniciadas em julho deste ano e a primeira etapa está em vias de ser concluída. A preocupação em minimizar os impactos ambientais em cada fase da obra e da operação do Terminal determinou as escolhas feitas para a definição do projeto, dos programas sócio-ambientais desenvolvidos em torno do empreendimento, bem como do método construtivo adotado.
A metodologia definida pelo projeto é a de aterro hidráulico. Um sistema de bombeamento levou diretamente ao fundo do mar o material de pedreira (finos de pó de pedra). Esse material formará o aterro, sendo assentado sobre uma manta geotextil. Essa manta foi lançada naquela área para isolar o pó de pedra do aterro da lama ali existente e sobre ela serão depositados cerca de 30 cm de pó de pedra.
Este método foi adotado por ser o que melhor atende aos projetos estrutural (maior poder de compactação) e ambiental. O impacto ao meio ambiente é menor porque o lançamento por meio hidráulico evita o rompimento das camadas superficiais do solo mole, que certamente seria causado pelo peso, caso fossem utilizados equipamentos de terraplenagem. Também evita o revolvimento e a conseqüente movimentação de material contaminado, que eventualmente se encontre na superfície do solo neste local.
O material utilizado – pó de pedra – é inerte, isento de contaminação e seus grãos são relativamente grandes e pesados justamente para que não seja disperso por influência das correntes do estuário. Somente as partículas muito finas de granito poderão formar uma mancha esbranquiçada na água, durante o processo de lançamento. Testes em laboratório apontaram que esta mancha esbranquiçada se assenta em poucas horas e, por serem inertes, não causarão qualquer dano ao meio ambiente.
Em seguida foram instalados os drenos fribro-químicos, para acelerar a estabilização do terreno. Todos os instrumentos também já foram instalados e permitirão medições minuciosas sobre o comportamento do terreno após essas intervenções.
As propostas de empresas construtoras interessadas na construção do projeto já foram entregues, e as vencedoras dessa licitação deverão ser anunciadas até o início do próximo ano.
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