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LOGÍSTICA
EMBRAPORT - Empresa Brasileira de Terminais Portuários
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Sala de
Imprensa
Programa redescobre o passado
da Ilha Diana
março/2006
A empresa
Documento, que faz levantamentos arqueológicos e culturais,
iniciou um novo trabalho na Ilha Diana, em Santos, no dia 14
de março. Contratada pela EMBRAPORT – Empresa Brasileira de
Terminais Portuários -, do Grupo Coimex, a Documento fará a
busca, o resgate e a classificação de eventuais vestígios de
habitantes antigos naquela região, que é próxima à área onde
será construído o Terminal Portuário EMBRAPORT.
Além do
levantamento arqueológico, os técnicos da Documento irão
catalogar as histórias e tradições culturais da comunidade
de Ilha Diana. O trabalho integra o Programa de Patrimônio
Arqueológico Histórico e Cultural, previsto entre os
programas apresentados ao Ibama para o licenciamento
ambiental do empreendimento da EMBRAPORT. A realização do
programa de resgate foi autorizada pelo Iphan (Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Antes do início
dos trabalhos, os moradores de Ilha Diana tiveram a
oportunidade de conhecer o programa em detalhes e tirar suas
dúvidas. O passo a passo do programa foi apresentado à
comunidade, no dia 13 de março, em reunião na ilha.
Estiveram presentes os professores que coordenarão o
levantamento, os doutores Erika M. Robrahn-González e Paulo
De Blasis; os técnicos Rodrigo Silva, Daniel Moreira, Danilo
Assunção e Fabiana Belém, que farão o trabalho de campo e o
diretor-superintendente da Embraport, Mozart Miranda Mendes.
O Programa de
Patrimônio Arqueológico Histórico e Cultural tem por
objetivo identificar que povo ou povos habitaram a região no
passado – provavelmente índios -, procurando definir em que
período teriam estado ali, por quanto tempo e a que tribo
pertenciam. Além disso, o programa prevê o resgate da
memória recente, registrando a história do povoado caiçara
que habita a ilha atualmente. São cerca de 40 famílias, que
totalizam 250 habitantes.
Em 2003, a
equipe da Documento esteve na Ilha Diana para um primeiro
levantamento na região, na época da realização do Estudo de
Impacto Ambiental, o EIA, que deu início ao processo de
licenciamento do projeto da Embraport no Ibama. “Agora,
vamos aprofundar nossas pesquisas e descobrir exatamente a
data desse sítio arqueológico e como viviam os indígenas da
ilha, os primeiros habitantes da região”, ressaltou a
professora e arqueóloga Erika, explicando aos moradores como
as atividades que serão desenvolvidas na área.
O trabalho de
registro da história e da cultura da comunidade atual será
feito por meio da coleta de depoimentos dos moradores. Os
antropólogos e historiadores irão cruzar dados, relacionando
fatos, pessoas e eventos que marcaram a história do local.
O resgate
antropológico e cultural deverá ser concluído em julho deste
ano e será encaminhado ao Iphan. A intenção é transformar o
conteúdo do trabalho em um livro para ser distribuído para
escolas, bibliotecas e museus da região. Para Mozart, “a
identificação e o resgate de elementos constitui um passo
importante para a preservação do patrimônio histórico e
cultural da Baixada Santista”.
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