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PRIMEIRO GAVIÃO ASA DE TELHA JÁ ESTÁ SENDO MONITORADO
outubro/2007

Ave está no topo da cadeia alimentar e controla a população de diferentes outras espécies

Um dos programas ambientais mais fascinantes da EMBRAPORT é o resgate do Gavião Asa de Telha, uma espécie sob risco de extinção, de grande importância para o meio ambiente, porque está no topo da cadeia alimentar e, portanto, controla a população de diversas outras espécies.

Ainda na fase de estudos de impacto ambiental, a espécie foi identificada no entorno da área onde será construído o empreendimento. “Surgiu então a preocupação de existência de algum ninho dessa ave nas áreas do empreendimento”, disse o diretor geral da empresa, Mozart Mendes.

Diante deste fato, a empresa montou uma equipe especializada, liderada pelo biólogo Marco Antonio Granzinolli, pesquisador de ecologia de aves de rapina do Laboratório de Ecologia de Aves (LABECOAVES), do departamento de Ecologia da Universidade de São Paulo (USP), que passou a monitorar o entorno da obra buscando vestígios da existência do gavião.

O monitoramento consiste de três etapas: a observação da ocorrência da espécie em ponto fixos, observação por meio de rotas de barco no entorno da obra e, finalmente, a captura, por meio de armadilhas instaladas nos locais onde as aves foram avistadas.

Capturado o animal, ele recebe um rádio transmissor, que é posicionado em suas costas, preso por alças de nylon, como se fosse uma mochila. Esse equipamento tem peso reduzido e é posicionado de forma a não interferir no vôo do gavião. O animal capturado é pesado, medido e só então recebe uma anilha na pata para possibilitar sua identificação. Depois desse processo a ave é solta no local onde foi capturada.

A captura do primeiro exemplar

Em junho deste ano um individuo macho adulto foi capturado. Todos os procedimentos descritos foram realizados. Após a soltura da ave, a equipe de biólogos deu início a uma nova etapa no monitoramento, que é o acompanhamento do deslocamento dessa ave, através do sinal do recebido pelo transmissor.

Esse procedimento vai possibilitar à equipe observar qual a área que esse individuo utiliza, e se, efetivamente, existe ninhos da espécie. Além disso, poderá também verificar mudanças no seu comportamento, conforme a evolução da obra do Terminal Portuário EMBRAPORT. Caso haja filhotes, eles também serão monitorados, assim como todo grupo dessa espécie que for identificado. As informações geradas por esse trabalho de monitoramento são fundamentais para a conservação dessa espécie de gavião na Baixada Santista, seu último reduto no estado de São Paulo.
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